Desenvolvimento Econômico e Sustentável

PROJETOS PRINCIPAIS

Formação de Agentes Comunitários de Lazer e Recreação (2003/04)

Formação de bolsistas (Bolsa Trabalho e Começar de Novo) inscritos nos programas sociais da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade e atendidos pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação. Ao incorporar valores que contribuem para a vida em sociedade por meio de práticas cidadãs, o projeto atendeu a 850 pessoas em sua formação direta e mais de 2.000 indiretamente.

Curso de Formação de Monitores para Brinquedoteca (2004)

Focado no desenvolvimento do indivíduo, práticas de lazer, psicologia infanto-juvenil e procedimentos em situações de emergência. A primeira edição formou voluntários, agentes comunitários de lazer e recreação e estagiários do programa Ludicidade, com atuação prática na Brinquedoteca Itinerante (Ônibus Brincalhão) em toda a cidade de São Paulo. Público atendido nas atividades práticas: 1970 crianças de 0 a 13 anos.

Profissionais da Área de Condomínio (2004)

Capacitação de indivíduos desfavorecidos economicamente, tornando-os profissionais da área de condomínio (vigias, porteiros, faxineiros e zeladores). Foram atendidos 80 educandos do Programa Começar de Novo (composto por pessoas acima de 40 anos) da Secretaria Municipal do Trabalho, Desenvolvimento e Solidariedade, em parceria com a UNESCO.

Escritório de Inclusão Social (EIS) Santa Cecília (2008 a 2010)

Integrante do programa Nós do Centro, o EIS é fruto da união entre a Prefeitura de São Paulo e a União Europeia, na qual o Ato Cidadão (em parceria com a ESSOR) geriu esse escritório como um espaço catalisador de ações de inclusão.  Seu objetivo foi contribuir para a promoção de melhores condições de vida para as populações da região central.

Essa proposta foi construída levando em consideração as especificidades da região e a experiência acumulada pelas organizações que trabalham com populações vulneráveis. Dentre suas principais atividades, podemos destacar:

  • Orientação social;
  • Elaboração de guia de serviços;
  • Criação de um Plano de Desenvolvimento Local;
  • Elaboração do Plano de Negócios de Inserção Produtiva;
  • Implementação de um Serviço de Orientação para o Trabalho;
  • Implementação dos programas de Cidadania e Protagonismo (oficinas socioeducativas e culturais com os jovens) e Atenção à Infância (brinquedoteca, atividades socioeducativas, lúdicas e de diálogo com as famílias).

Dentre seus beneficiários, encontram-se também jovens com deficiência visual envolvidos nas atividades, inclusive na produção de um documentário, o qual retrata seus cotidianos na comunidade.

Públicos atingidos: 6.000 indivíduos que vivem na faixa dos 40% mais pobres do distrito, ONGs locais, empresas locais, organismos de qualificação profissional e poder público.

Seguindo em Frente – Fase I (2015/16)

Empregabilidade, Microempreendedorismo Individual, Negócios Sociais e Negócios Inclusivos como estratégias de inclusão econômica e social. Buscou-se incluir economicamente e socialmente parte da população das cidades impactadas pelo fechamento de uma usina canavieira na região oeste do estado de São Paulo.

O projeto elevou a empregabilidade e geração de renda por meio de capacitações e estratégias voltadas ao empreendedorismo. Para isso, mapeou as potencialidades econômicas e necessidade de mão de obra das cidades de Ibirarema, Espírito do Santo Turvo e Santo Anastácio. Também houve o levantamento, reconhecimento, contato e busca de engajamento de empresas, comunidade local e poder público.

Seguindo em Frente – Fase II (2016/17)

Em 2015, o objetivo era recuperar a empregabilidade e a capacidade empreendedora da população impactada pelo fechamento de usinas canavieiras, em especial as mulheres. Após o mapeamento das potencialidades econômicas das três cidades trabalhadas, concluiu-se que o trabalho no campo deveria ser o foco. Assim, foi criado um projeto de formação em hidroponia, no qual houve a construção de uma estufa-escola em áreas públicas e o desenvolvimento de todo o repertório educativo e prático. Essa linha de trabalho teve como foco a promoção da capacidade empreendedora: os participantes poderiam instalar uma estufa em sua casa ou em sua pequena propriedade rural. O proposito não foi transformar a estufa-escola em elemento de geração de renda, mas sim que ela servisse de elemento educativo e motivador para o empreendedorismo.

Em 2015, houve tempo hábil para incentivar os participantes a empreender com suas próprias estufas, mas não para assessorar tal processo. Aferiu-se, também, que focar apenas na mulher como beneficiária era um equívoco, pois a atividade rural em pequenas propriedades é algo compartilhado entre os membros da família. A soma dos fatores custo da estrutura/incentivos/custo da produção/retorno mostrou-se muito vantajosa, mesmo para aquelas de baixa renda.

Todos esses pontos fizeram com que a segunda parte do projeto, em 2016, focasse na continuidade e preparativos para seu avanço. Os participantes de 2015 foram motivados a implantar uma estufa em sua propriedade, criando novas turmas de capacitação para as três estufas já implantadas. Isso também acabou incentivando novos formandos, interessados no processo de transferência para suas propriedades.

O resultado esperado, para além dos formandos, produção e motivação empreendedora, é a criação de bases para os avanços do projeto nos próximos anos, caminhando por uma rota inclusiva e promovendo relações “ganha-ganha” com todos os envolvidos.